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Notícias

  17/05/2019 

15 de maio: fomos às ruas. E agora? Confira artigo da Diretoria do SINDSIFCE

 
A última quarta-feira, dia 15 de maio, foi marcada como o dia de luta em defesa da educação – que levou milhares de estudantes, professores, movimentos sociais e outras categorias de trabalhadores para as ruas de todo o País. 
 
Não temos dúvidas de que foi, até agora, a maior manifestação nacional contra Bolsonaro e seus ataques. Forte e numerosa o suficiente para que a grande mídia, até mesmo a que apoiou o Golpe de 2016, não fizesse vista grossa. Foram manifestações em todas as capitais e em cerca de 200 municípios – envolvendo até pequenas cidades que, mesmo sem uma tradição de lutas desenvolvida, não se recusaram a compor a resistência social e política ao governo de Bolsonaro, o mais anti-povo de nossa história recente.
 
Essa grande onda de mobilizações começou após o anúncio do governo sobre os cortes de 30% sobre as verbas discricionárias da educação, que atingirá do ensino básico ao superior. Trata-se de uma forte ofensiva para destruir a educação pública brasileira (parte do projeto privatista e entreguista do atual presidente).
 
No IFCE, conforme os dados da própria Reitoria, o impacto desse corte será de nada menos que R$ 33.470.512,00 dos recursos de custeio e R$ 600.276,00 de recursos de capital, impactando, inclusive, despesas básicas como energia, água, manutenção de equipamentos e de laboratórios, aquisição de materiais pedagógicos e de limpeza.
 
Servidores do IFCE firmes e mobilizados
 
Diante desse grave quadro, foi realizada em Fortaleza, às 8h da manhã da última quarta-feira, 15 de maio, na Portaria do Aluno, uma breve Assembleia Geral de nossa categoria, que reuniu servidores de diversos campi e abriu o nosso dia de luta. E ao lado de dezenas de estudantes, que nos aqueceram o ânimo com o frescor e sua disposição, seguimos em bloco para o grande e efervescente ato, com encontro marcado na Praça da Bandeira. 
 
Além disso, desde o começo do dia já éramos informados das diversas ações e mobilizações que aconteciam, simultânea e criativamente, nos campi do IFCE espalhados pelo interior do Estado. Servidoras, servidores e estudantes fizeram um espetáculo de mobilizações, demonstrando a capacidade e a força que a luta coletiva tem. Foram dezenas de milhares de pessoas marchando em Fortaleza! Um ato público grande, bonito e potente!
 
E os próximos passos?
 
Mas não podemos parar por aí! Bolsonaro e seu governo têm o objetivo escancarado de reestruturar o regime político para sustentar um modelo econômico ultraliberal subordinado ao capital financeiro internacional, com superexploração do trabalho e retirada de direitos sociais. 
 
A verdade é que esse governo não tem compromisso com a educação, com o desenvolvimento social e humano. Bolsonaro não se importa se o povo tem escola ou universidade pública de qualidade: ao contrário, acha que somos “idiotas úteis” e não vai recuar de sua agenda privatista e entreguista. 
 
É por isso que ele usa a força dos generais nos ministérios, ameaças e a repressão estatal. O presidente eleito criminaliza a luta por direitos e liberdades, além de incitar - com "c", senhor ministro da Educação - a violência para reprimir as massas e suas organizações.
 
Fortalecer a união entre servidores e estudantes
 
No 15 de maio, ficou evidente o protagonismo da juventude em meio às ações das trabalhadoras e trabalhadores da educação, além dos demais movimentos e categorias que se juntaram a nós. Isso reforça que não haverá alterações no atual cenário sem a ativa participação de nossos estudantes. É preciso fortalecê-los e a eles nos integrarmos em luta.
 
É preciso também fortalecer a política de unidade de ação e de frente única a fim de alcançarmos os setores vinculados à produção de bens e serviços e à esfera da reprodução social (em especial, as mulheres), sem os quais não avançaremos. 
 
Mobilizar já para o 30 de maio
 
Deste modo, consideramos fundamental nos prepararmos para a atuação conjunta já para as mobilizações do dia 30 de maio, chamadas pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Em exatos 13 dias, as ruas serão novamente tomadas pelo “tsunami da educação”. E nós devemos estar lá, juntamente com a juventude, em um novo dia de mobilizações. 
 
Até lá precisamos seguir com ações diárias, conversar com colegas de trabalho, estudantes e cada pessoa do nosso círculo social, a fim de que a experiência do 15M seja não só reproduzida, mas ampliada.
 
O dia 30 de maio será mais um esquenta para o 14J. As centrais sindicais e frentes de luta popular já confirmaram a Greve Geral em todo o Brasil para dia 14 de junho contra a Reforma da Previdência. A experiência do 15 de maio, com o protagonismo dos estudantes, mostrou a força e a capacidade que a juventude tem de contagiar a classe trabalhadora e o conjunto dos explorados e oprimidos.
 
A defesa da educação é uma pauta que pode aglutinar todas as pessoas que entendem que um país mais justo, igual e humano só existe com mais investimentos sociais. É possível, e absolutamente preciso, realizarmos a maior greve desse país, a grande Greve Geral no dia 14 de junho. Uma nova situação se abriu no Brasil: acreditemos em nossas próprias forças e não percamos tempo.
 
A Diretoria Colegiada do SINDSIFCE
Última atualização: 21/05/2019 às 11:34:54
 
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